Pelo meu direito de não gostar de futebol
Sou corinthiano. Corinthiano roxo, aliás. Mas não gosto de futebol.
Inclusive, eu durmo assistindo futebol. Coisa mais sem graça…
Gosto de futebol no bar, com um monte de amigo, um sacaneando o outro, tipo comercial da Skol, sabe?
Mas futebol pra assistir em casa, em pleno domingo? Ah… vá pá casa del carajo!
Confesso que tenho umas três ou quatro camisetas do Curingão, um baita bandeirão que, na falta de lugar melhor, fica na parede do meu quarto e mais alguns souvenires com o símbolo do alvinegro paulistano. Só que tudo isso é álibi pra poder encher a paciência dos meus amigos torcedores de outros times.
Nada mais divertido do que estar num boteco, com seu time perdendo e seus amigos tirando sarro da sua cara!
Final de campeonato e coisas parecidas até vai… a gente torce um pouquinho. Mas torcer duas vezes por semana é demais pro meu pobre cérebro nerd.
Acho o maior desperdício de dinheiro/tempo da face da Terra nêgo que compra o Lance! ou qualquer outro jornal/revista de esporte. Pior ainda é o infeliz que assiste mesa redonda. Mesa redonda consegue ser um programa mais chato que a missa do padre Marcelo, no domingo de manhã.
O problema é que, vez ou outra, eu tiro pêlo (reforma ortográfica o cacete!) da cara de alguém, quando meu time ganha ou o time do alvo perde, ou os dois. Então, logicamente, o sujeito se sente na obrigação de retribuir o favor e rir de mim quando meu time também perde (o que, nem sempre, quer dizer que eu já saiba de tal notícia previamente). Até aí tudo bem! Faz parte e é a graça de se torcer.
Só que isso já dá abertura pro sujeito, do nada, virar pra você e perguntar “Viu por quanto o Kaká foi vendido?” ou “Viu o golaço do Criciúma ontem?”.
Putaqueopariu!
Se nem “meu” próprio time eu acompanho, vou saber do time dos outros???
Aí eu falo que não vi, pois não gosto muito de futebol e acho que queima mais neurônio que maconha. E o cara fica me olhando estranho, como se eu tivesse falado que não gostava da minha mãe.


