Café com Leite e Esparadrapos
Hello, World!
Tô desde às 6h30 acordado, tentando acalmar o Café…!
Ah, sim!
Nem contei para vocês: o Diógenes, agora, chama Café. E o Nino, Leite.
Aliás, também não falei quem são o Diógenes e o Nino. O Nino é meu cachorro! É um desses que o povo tem mania de chamar de “salsichinha”. O nome correto para sua raça é daschound, embora tenha gente que também fale ‘daschund‘, ‘basset‘ e algumas outras variações. Ele está comigo há 9 anos e, pode ter certeza, gosto mais desse cachorro que do Corinthians. E olha que eu sou corinthiano prá caraaaalho!
O Diógenes é meu gato. Um dia ele apareceu aqui em casa, todo arrebentado (Na verdade, ele chega em casa todo dia arrebentado.). E foi ficando. Foi ficando, foi ficando… até que ficou de vez! O Diógenes tem uma história mais rica em detalhes, que vai ficar para um outro post.
Voltando à história… Agora, portanto, eu tenho um gato branco que chama Café e um cachorro preto que chama Leite!!!
=D
Pois é. Era uma coisa engraçada e você deveria estar tendo espasmos de tanto rir.
O Leite, apesar de ser meu cachorro-irmão-melhor-amigo-ídolo, não morava comigo. Por razões que não vêm ao caso agora, ele ficava na casa do meu avô, junto com a Mel e a Malú – minhas duas outras cachorras. Como meu cachorro é macho e, “deu mole, pimba!”, ele “embarrigou” a Malú.
Então, para evitar que ele também trassasse a Mel e os filhotes nascessem achando que o pai deles chama Mohammed, resolvi trazer o Leite aqui pra casa.
Ontem à noite foi tudo beleza – coloquei o cachorro no banheiro do meu quarto e, uns 10 minutos depois, ele estava roncando. Sim, ele ronca. Demais.
O problema foi hoje, quando o Nino acordou com uma mulher que passou gritando aqui na porta de casa. Primeiro, ele começou a andar em círculos pelo meu quarto. Aí eu fiquei com medo dele dar um cagão bem no meu tapete e fui com ele pra garagem.
De repente, olho pro lado e está o gato, olhando o cachorro fazer o que os cachorros fazem pela manhã. (E também pela tarde e noite inteiras!) Rápido como um samurai ninja japonês da 18ª Dinastia Wing, segurei o Leite pelo pescoço e esperei pelo pior.
Que não veio.
O gato, simplesmente (deve ser por conta disso que, vez por outra, ele chega entre a vida e a morte aqui em casa), foi cheirar o cachorro!!! Cheirou, cheirou… cheirou mais um pouquinho… e NHOC! O cachorro, que é um cachorro, deu uma avançada no bicho!
Só sei que foi uma confusão danada. O Café eriçou todos os pêlos e ficou olhando torto, de longe. O Leite abanava o rabo que nem os chineses, na abertura das Olimpíadas, batiam naquele tamborzão. E o tonto, aqui, sem saber o que fazer.
Enfim, após um certo tempo, com todos os bichos calmos e em seus devidos lugares, tive a brilhante idéia de apresentar ambos. Peguei o gato no colo e levei até o cachorro.
‘Tava tudo bem, os dois estavam cheirando o focinho um do outro, quando meu pai chegou como se fosse o Fred Flintstones chegando na caverna dele. O gato assustou e saltou do meu colo! O problema é que gatos, normalmente, têm unhas. Mais precisamente, quatro. Em cada pata! (Na verdade, as patas da frente têm cinco. Só que essa quinta não conta muito, na situação.)
E, claro, fazendo uma conta rápida aqui, ele cravou todas as vinte unhas afiadas em mim!
Enquanto escrevo o primeiro post desse magnífico blog que, em questão de alguns meses, será reconhecido mundialmente pelo New York Times como uma das maiores publicações do planeta, aproveito e passo Merthiolate nas diversas escoriações que tenho pelo corpo.
No próximo post, se eu não bater as botas de tanto machucado antes, escrevo um texto de apresentação decente sobre o “Ai, Santa Bárbara”.
Até lá, pessoal!


